11 de setembro: Americanos ainda lidam com herança 25 anos após ataques

11 de setembro: Americanos ainda lidam com herança 25 anos após ataques
11 de setembro: Americanos ainda lidam com herança 25 anos após ataques

Scott Larsen tinha 4 anos quando seu pai, o bombeiro da cidade de Nova York que lhe deu o nome, morreu no desabamento do World Trade Center em 11 de setembro de 2001.

Seu pai, então com 35 anos, havia sido recentemente designado temporariamente para o Lower Manhattan, vindo de seu quartel habitual em Woodside, no bairro do Queens, quando dois aviões sequestrados por integrantes da Al Qaeda colidiram com as Torres Gêmeas. Ele foi um dos 343 membros do Corpo de Bombeiros de Nova York que morreram no ataque há 25 anos.

As duas aeronaves, bem como uma terceira que se chocou contra o Pentágono e uma quarta que caiu na Pensilvânia, mataram cerca de 3.000 pessoas em um ataque sem precedentes que deixou para trás dezenas de milhares de cônjuges, pais e filhos enlutados e chocou o mundo.

Os eventos de 11 de setembro, no início do primeiro mandato do presidente George W. Bush, remodelaram profundamente a política de segurança nacional dos Estados Unidos e levaram a guerras que se estenderam por décadas, nas quais mais de 900 mil pessoas morreram, principalmente no Iraque e no Afeganistão.

Eles também mudaram o curso de vidas individuais, inspirando alguns filhos das vítimas a seguirem os passos dos pais nos serviços de emergência, levando outros a seguirem carreiras militares, médicas ou no serviço público, e deixando sobreviventes, socorristas e milhões de norte-americanos ainda lidando com o legado daquele dia.

Larsen seguiu os passos de seu pai. Ele ingressou no Corpo de Bombeiros da Cidade de Nova York, buscando e conseguindo uma vaga no mesmo quartel de Woodside onde seu pai havia servido.

“Era algo dentro de mim. Eu sempre quis vir para cá”, disse Larsen, hoje com 29 anos, durante uma entrevista no quartel.

Ele está longe de ser o único — 58 filhos de bombeiros do Corpo de Bombeiros de Nova York (FDNY na sigla em inglês) que morreram no 11 de setembro fizeram o mesmo, de acordo com dados coletados pela Associação Internacional de Bombeiros.


📰 Fonte: cnnbrasil.com.br

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