
Além da responsabilidade formal, por ser governador, Tarcísio de Freitas adotou ações que levaram a essa crise que gerou o incêndio do dia 23 de Julho e a greve iniciada hoje
A crise no transporte público paulista alcançou um novo patamar. Três linhas da CPTM, que transportam mais de 700 mil passageiros por dia e atendem sete cidades da Região Metropolitana de São Paulo, entraram em greve por tempo indeterminado.
O episódio se soma à extinção da EMTU, às falhas nas concessões da CPTM e do Metrô, ao aumento do custo da integração com ônibus e à piora do transporte rodoviário no interior no quadro geral de abandono do transporte pelo governador Tarcísio. Embora toda greve tenha causas múltiplas, há decisões do Governo do Estado que ajudam a explicar como o sistema chegou a esse ponto.
1- Intensificou o projeto de privatizações que já se mostrou fracassado
A raíz do problema são as concessões mal feitas iniciadas no governo João Doria e aprofundado por Tarcísio. Mesmo depois da epidemia de falhas nas Linha 7, 8 e 9 da CPTM, o governo manteve a mesma estratégia.
A teimosia com forte viés ideológico teve um capítulo especial na bagunçada tentativa de transferência das Linhas 11, 12 e 13 para a Trívia Trens. Após um ano de transição com apoio da CPTM, a operação independente começou com falhas todos os dias. O incêndio do dia 23 de Julho foi o estopim para Tarcísio disfarçar e prorrogar a gestão estatal por mais 3 meses, até depois das eleições.
Nesse cenário, trabalhadores sobrecarregados e inseguros quanto ao futuro recorreram à greve como opção de gerar impacto nos governantes e tentar abrir um diálogo de baixo para cima.
2- Demorou para abrir diálogo com a categoria
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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