“Apoio 100% meu amigo”: o vídeo Flávio apoiando Márcio Canella, preso com fuzil no RJ

“Apoio 100% meu amigo”: o vídeo Flávio apoiando Márcio Canella, preso com fuzil no RJ
“Apoio 100% meu amigo”: o vídeo Flávio apoiando Márcio Canella, preso com fuzil no RJ

Pré-candidato ao Senado no Rio foi detido pela PF na Operação Unha e Carne; vídeo mostra senador chamando Canella de “amigo”

Flávio Bolsonaro declarou “apoio integral, 100%” a Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil no Rio, em vídeo que voltou a circular após o aliado ser preso em flagrante com um fuzil no carro durante uma operação da Polícia Federal.

Na gravação, Flávio chama Canella de “meu amigo”, pede apoio ao ex-prefeito e afirma que a “missão está dada”. A fala ganhou peso político depois da prisão na 6ª fase da Operação Unha e Carne, que mira uma organização criminosa suspeita de usar postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro.

No vídeo, Flávio apresenta Canella como seu nome para a disputa ao Senado no Rio de Janeiro e pede apoio ao ex-prefeito de Belford Roxo. A fala aproxima o senador de um aliado que virou alvo de uma operação sobre lavagem de dinheiro e acabou preso por suspeita de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

“Meu amado Rio de Janeiro, tô aqui pra reafirmar o nosso apoio integral, 100% ao meu amigo Márcio Canella como pré-candidato ao Senado no Rio de Janeiro. Ele atualmente é prefeito de Belford Roxo, uma cidade importante da Baixada Fluminense. O Canella foi deputado comigo, tem mais de 90% de aprovação na sua cidade, o que mostra que é uma pessoa competente, que sabe trabalhar e que vai tá com a gente nessa missão de resgatar o nosso Brasil nos ajudando aqui no Rio de Janeiro! Pessoal, sigam aí o Márcio Canella e vamos embora, vamos apoiar porque a missão tá dada e vamos cumprir!”

A declaração mostra o grau de envolvimento político de Flávio com Canella antes de o aliado virar personagem central de uma das fases mais sensíveis da Unha e Carne. A operação já atingiu agentes públicos, figuras da política fluminense e investigados ligados a suspeitas de lavagem de dinheiro no Rio.

Na nota oficial, a Polícia Federal informou que duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A corporação também registrou a apreensão de um fuzil de calibre restrito, nove armas curtas, 23 celulares, sete computadores, 11 veículos, joias, relógios, documentos, cerca de R$ 919 mil e US$ 13 mil em espécie.

Segundo a PF, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, enviado à corporação.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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