“Cooperação entre a China e os países africanos está cada vez mais sólida e abrangente”

“Cooperação entre a China e os países africanos está cada vez mais sólida e abrangente”
“Cooperação entre a China e os países africanos está cada vez mais sólida e abrangente”

Ofélia Musseia, chefe do Departamento de Desenvolvimento de Mercados, Produtos, Destinos e Informação Turística de Moçambique, destaca cooperação ganha-ganha no mercado turístico

A experiência chinesa de desenvolvimento do turismo pode oferecer caminhos para países africanos que buscam transformar seus patrimônios naturais e culturais em instrumentos de desenvolvimento econômico e social. Essa é uma das avaliações de Ofélia Musseia, chefe do Departamento de Desenvolvimento de Mercados, Produtos, Destinos e Informação Turística do Ministério da Economia de Moçambique, que participou, em Hainan, na China, do Seminário de Gestão em Turismo para os Países de Língua Portuguesa.

Para a dirigente moçambicana, o contato direto com políticas públicas, projetos e modelos de gestão adotados na China permitiu observar como o turismo pode ser integrado a uma estratégia mais ampla de desenvolvimento. As visitas técnicas realizadas durante o seminário, segundo ela, foram particularmente importantes para aproximar o conhecimento teórico da realidade prática.

“A minha participação no Seminário foi extremamente enriquecedora, pois proporcionou uma excelente combinação entre conhecimento teórico e experiências práticas, permitindo compreender de forma mais aprofundada as políticas, estratégias e modelos de desenvolvimento do turismo implementados pela China. As visitas de estudo, o intercâmbio de experiências entre os participantes e o contacto directo com as boas práticas de gestão turística constituíram uma oportunidade valiosa para fortalecer as minhas competências profissionais e identificar iniciativas que poderão ser adaptadas à realidade moçambicana.”

A estratégia chinesa tem buscado incorporar tecnologia à atividade turística. É justamente essa combinação entre turismo, infraestrutura, tecnologia e desenvolvimento territorial que chama a atenção de Musseia. Na avaliação da dirigente, a experiência chinesa demonstra que o setor pode produzir efeitos que ultrapassam a atividade turística propriamente dita.

“O turismo pode e deve ser visto como um poderoso motor de desenvolvimento económico e social, através de uma visão estratégica de longo prazo, investimento consistente em infraestruturas, inovação tecnológica e valorização do património cultural e natural. A China integrou o turismo nas suas políticas de desenvolvimento, promovendo simultaneamente a modernização das cidades, a revitalização das zonas rurais, a criação de emprego e a redução da pobreza( melhoria da qualidade de vida das comunidades. Um aspecto que merece destaque é a grande aposta no uso das tecnologias para melhorar a experiência dos visitantes e tornar a gestão dos destinos mais eficiente e sustentável.”

A relação entre turismo e desenvolvimento rural é particularmente relevante para Moçambique, país cuja economia ainda possui forte dependência de atividades ligadas aos recursos naturais e que busca diversificar suas fontes de crescimento. Em abril deste ano, durante visita de Estado à China, o presidente moçambicano Daniel Chapo afirmou que o país pretende aprofundar a cooperação com Beijing justamente em áreas como agricultura, turismo, infraestrutura e digitalização.

A aproximação entre os dois países, portanto, ocorre em um momento de fortalecimento das relações bilaterais.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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