
Solange Bezerra, mãe da advogada Deolane Bezerra, 38, mostrou nas redes sociais nesta terça-feira (8) uma carta que a filha escreveu no presídio, onde está há mais de três meses.
"Passando pra avisar que já estou morrendo de saudades. A visita sem a senhora fica incompleta, sabe, né? Preciso da sua opinião, saber como a senhora está enxergando as coisas, ou seja, da sua sabedoria. Mãe, eu fiquei muito preocupada com a senhora. Por favor, faça todos os exames, alimente-se bem, se cuida. Eu não sei o que seria de mim aqui se acontecesse algo com qualquer um de vocês aí fora, então cuidem-se", diz o texto.
Deolane diz na carta que acredita que esse "pesadelo" está chegando ao fim, citando que acredita que Deus não a abandonou e que está sendo perseguida por ser uma filha Dele.
"Estou bem aqui, viu? Não se preocupe. Espero que, quando essa carta chegar aí, seja para aliviar o seu coração e para que a senhora saiba que criou uma filha forte como a senhora, temente a Deus como a senhora, e que nunca vou deixar que algumas grades aprisionem a minha mente. Deus está comigo onde quer que seja, ele trilha os meus caminhos e faz cumprir as promessas que tenho em minha vida", concluiu.
Deolane foi presa preventivamente após investigações da Operação Vérnix por possível ligação com o PCC, a maior facção criminosa do Brasil. Ela é apontada pelos investigadores como alguém que participava de exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro do crime organizado.
Segundo as investigações, a influenciadora atuava na ocultação de recursos ilícitos por meio de depósitos fracionados ligados a uma transportadora de fachada no município de Presidente Venceslau.
Como consequência direta do processo, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 27 milhões das contas de Deolane e o sequestro de veículos de luxo registrados em nome de sua empresa.
A situação da influenciadora se agravou ainda mais após a OAB-SP suspender preventivamente o seu registro profissional, impedindo-a de exercer a advocacia por um prazo inicial de 90 dias, prorrogáveis por até 360 dias.
📰 Fonte: cnnbrasil.com.br
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