A família brasileira que encontrou segurança no Marrocos: 'Aqui não temos medo'

A família brasileira que encontrou segurança no Marrocos: 'Aqui não temos medo'
A família brasileira que encontrou segurança no Marrocos: 'Aqui não temos medo'

Família mora em Marraquexe, a quarta maior cidade do país e uma das mais importantes — Foto: Edison Veiga/BBC

Abrir o vidro do carro no meio de uma muvuca, conversar com um desconhecido, um vendedor ambulante — e comprar dele framboesas. Então, ouvir de um sujeito que percebeu estar diante de uma brasileira: "Viva Neymar".

Na manhã do dia 20 de maio, a química Teresa Cristina Fonseca da Silva, de 44 anos, teve essa interação ao sair do estacionamento do supermercado onde costuma fazer compras, em Marraquexe, no Marrocos. Uma experiência corriqueira, mas que para ela é carregada de significados.

Quando se mudou para o Marrocos no fim de 2019 com o marido, o engenheiro agrônomo Leonardus Vergutz, e os filhos Davi e Gustavo, a oportunidade internacional se revestia do sonho de ter uma vida em ambiente seguro, longe da violência urbana que se tornou parte da paisagem das cidades brasileiras.

No Brasil, ambos eram professores universitários. Vergutz, na Universidade Federal de Viçosa, e Silva, na Estadual de Minas Gerais.

Moravam em Viçosa, cidade de menos de 80 mil habitantes a 230 quilômetros da capital do estado, Belo Horizonte. E buscavam superar um trauma: quando eles se preparavam para um passeio com o filho mais velho, então com 3 anos de idade e já instalado na cadeirinha do carro, Vergutz foi surpreendido por um homem armado que exigiu a chave do veículo imediatamente.

"Foi aquele nervoso de tirar o menino. Uma situação bem traumática", recorda ela. A partir daquele momento, os dois começaram a buscar oportunidades para, no mínimo, viver um período sabático fora do país.

A oportunidade veio no segundo semestre de 2019. Especializado em fertilizantes, Vergutz conseguiu uma cadeira de professor e pesquisador na Universidade Politécnica Mohammed VI, a UM6P — instituição privada marroquina criada e mantida pelo Grupo OCP, o Office Chérifien des Phosphates, gigante empresa de fosfatos do país.


📰 Fonte: g1.globo.com

💬 Comentários (0)

Clique em "Comentar" acima para carregar os comentários.