A nova (velha) ditadura global mostra a que veio

A nova (velha) ditadura global mostra a que veio
A nova (velha) ditadura global mostra a que veio

Trump mostra que realmente é um ditador global e usurpador que não mede esforços para ainda manter o poder de um império agora decadente

Os EUA retomaram os bombardeios contra o Irã e, desta vez, fica claro que seu objetivo é controlar o Estreito de Ormuz e cobrar uma taxa de 20% do valor que é transportado pelos navios que por ali passam, carregados com petróleo, gás ou qualquer outra mercadoria, aplicando uma política pirata.

Assim, Trump mostra que realmente é um ditador global e usurpador que não mede esforços para ainda manter o poder de um império agora decadente, tendo a total complacência do mundo Ocidental, que, em realidade, nem é mais considerado sócio de outros tempos e, sim, um mero assecla.

Um erro que algumas correntes políticas de esquerda cometeram foi tratar Trump e a extrema direita global como uma tentativa de quebra da ordem global dirigida pelo clássico imperialismo; acreditavam que isso viria a configurar um enfraquecimento do neoliberalismo e do soft power estadunidense.

Porém, o que observamos é que essa velha ordem mundial se reconfigurou com novos atores e táticas. As big techs e o discurso conservador se impõem sob a batuta de uma ordem que antes se camuflava: o sionismo internacional que, operando com as big techs, forma uma rede de controle de algoritmos, disseminando fake news e financiando redes de extrema direita.

O que antes achávamos dominante na ordem mundial – o imperialismo – é na verdade controlado por um movimento que agora faz questão de se expor, tirando sua máscara. O sionismo assume o controle e os ditames das estratégias da extrema direita global, fazendo uso das novas ferramentas de comunicação e explorando o discurso conservador religioso, promovendo manipulações eleitorais.

E dentro desse contexto, os países da América Latina, já ditos e considerados como quintal dos EUA – como explicitado pelo secretário de Estado de Trump, Marco Rubio -, se veem afligidos, conquistados e cercados pela ditadura global.

Ao Brasil, o governo dos EUA anuncia a cobrança de sobretaxas; a Venezuela vê seu presidente constitucional sequestrado e suas reservas de hidrocarbonetos tomadas; na Argentina, um presidente entreguista deixa a Patagônia queimar sem qualquer compromisso de preservação, retirando cada vez mais direitos de sua população; na Colômbia, o discurso de ódio prevalece em eleições; e na Bolívia, o que se vê é também um governo entreguista e neoliberal contra o seu próprio povo.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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