Limpar o ouvido do cachorro em casa é possível quando a orelha está saudável e o tutor utiliza uma solução otológica indicada para cães. O cuidado deve alcançar somente as áreas visíveis, sem introduzir cotonetes ou outros objetos no canal. A higiene de rotina não substitui a consulta quando existem dor, secreção, vermelhidão ou mau cheiro.
A limpeza doméstica pode remover excesso de cera e sujeira da parte externa da orelha. Antes do primeiro procedimento, o ideal é pedir que um médico-veterinário demonstre a técnica adequada e indique um produto compatível com o animal, pois algumas soluções não devem ser usadas quando há inflamação ou lesão no tímpano.
O ouvido canino possui um canal em formato curvo, diferente do ouvido humano. Essa anatomia dificulta a visualização das regiões profundas e aumenta o risco de empurrar resíduos para dentro. Por isso, algodão ou gaze devem avançar apenas até onde o dedo alcança sem esforço e sem causar desconforto.
Escolha um local tranquilo, deixe o produto e a gaze ao alcance das mãos e mantenha o cachorro em uma posição confortável. Se o animal resistir, demonstrar medo ou tentar fugir, não use força. A limpeza pode ser feita seguindo estes cuidados:
O cotonete pode empurrar cera, sujeira e secreção para regiões mais profundas do canal auditivo. Um movimento brusco do cachorro também pode fazer a haste machucar a pele ou atingir o tímpano. A orientação veterinária é usar gaze ou algodão e limpar somente o que estiver visível.
Álcool, água oxigenada, vinagre, perfumes e receitas caseiras também não devem ser aplicados sem orientação. Essas substâncias podem irritar o canal, alterar seu equilíbrio natural ou provocar dor em uma orelha já inflamada. Se houver medicamento prescrito, o tutor precisa confirmar com o veterinário se a limpeza deve ocorrer antes da aplicação.
Não existe uma frequência adequada para todos os cães. Um intervalo de 15 a 30 dias pode ser indicado para alguns animais, enquanto outros precisam apenas de inspeções periódicas. Limpar em excesso também pode irritar o canal. O acompanhamento costuma ser mais cuidadoso nas seguintes situações:
Cães com orelhas pendulares apresentam maior predisposição a inflamações porque a ventilação do canal pode ser menor. A frequência correta deve ser definida conforme a produção de cera, a rotina e o histórico clínico do animal, e não apenas pela raça.
📰 Fonte: catracalivre.com.br
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