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Placas da AirBaltic são vistas em uma aeronave Airbus A220-300 no Aeroporto Internacional de Riga, na Letônia, em 8 de agosto de 2018. — Foto: REUTERS/Ints Kalnins/Arquivo
A companhia aérea letã airBaltic entrou voluntariamente com um pedido de proteção contra falência sob o Capítulo 11 do Código de Falências dos Estados Unidos, em Nova York, nesta segunda-feira (14).
A empresa busca reestruturar suas dívidas e enfrentar a crise que atinge o setor aéreo, agravada pelos impactos da guerra com o Irã.
A airBaltic informou que garantiu um compromisso de financiamento de € 350 milhões (US$ 405 milhões) de instituições financeiras, entre elas Strategic Value Partners, Barclays, Hayfin Capital Management, Morgan Stanley e Oaktree Capital Management.
O dinheiro será usado para manter as operações durante o processo de reestruturação. O financiamento terá juros de cerca de 12% e ainda depende da aprovação da Justiça dos Estados Unidos, afirmou o CEO da airBaltic, Erno Hilden, em uma coletiva de imprensa.
A empresa afirmou que os voos continuarão operando normalmente durante o processo, que será acompanhado pela Justiça americana. A expectativa é concluir a reestruturação até junho de 2027.
A guerra entre os Estados Unidos e o Irã fez os preços do combustível de aviação dobrarem, provocando a pior crise do setor de viagens aéreas desde a pandemia de Covid-19.
Investidores e executivos alertam que companhias com situação financeira mais frágil correm risco de entrar em recuperação judicial ou falir.
📰 Fonte: g1.globo.com
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