/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/m/q/ZdMW5ESpqEODI9FyiAEQ/carne-de-codorna-1200x800.png)
O ovo de codorna é conhecido nas saladas, nos petiscos e nas conservas. Mas, no oeste de Santa Catarina, a criação da ave também abastece outro mercado: o de carne. Em uma propriedade de Coronel Freitas, são abatidas de 15 mil a 16 mil codornas por dia, e metade da produção é exportada.
Na região, a carne também faz parte do cardápio de restaurantes. No município de Arvoredo, a codorna recheada é uma das especialidades de Marta Bianchin, que prepara a receita no fogão a lenha.
O recheio leva carne bovina, queijo ralado, milho, azeitona e um pouco de farinha de rosca para dar consistência. Na hora de preencher as aves, é preciso deixar espaço, porque a mistura aumenta de volume durante o cozimento.
As codornas são acomodadas na panela com cuidado para o recheio não escapar. Segundo Marta, a própria gordura da carne é suficiente para o preparo, que leva cerca de duas horas e meia, dependendo da intensidade do fogo.
Codorna recheada é uma das especialidades de Marta Bianchin, que prepara a receita no fogão a lenha. — Foto: Reprodução/Globo Rural
Um dos segredos está no caldo que as aves liberam. A cozinheira retira o líquido e o deixa apurar em outra panela, com temperos como alho-poró, cebolinha, salsa, cebola e bastante alho. Depois, devolve o molho às codornas para dar sabor e cor.
Até chegar às mãos de cozinheiros, a carne passa por uma cadeia de produção que começa com cuidados rigorosos de higiene. Na propriedade de Coronel Freitas, funcionários e visitantes precisam tomar banho e trocar de roupa antes de entrar nas instalações. Os veículos também são desinfetados.
A propriedade começou a trabalhar com codornas de corte há cinco anos. Ali, os ovos não são destinados à alimentação: eles vão gerar as aves criadas para o abate.
📰 Fonte: g1.globo.com
Clique em "Comentar" acima para carregar os comentários.