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A Alemanha pediu nesta segunda-feira (7) que a Corte Internacional de Justiça (CIJ), principal tribunal da ONU, arquive um processo que acusa o país de facilitar atos de genocídio na Faixa de Gaza ao fornecer armas e apoio militar a Israel.
A ação foi apresentada pela Nicarágua, que afirma que o governo alemão violou a Convenção sobre o Genocídio e o direito internacional humanitário. A defesa alemã argumenta que o país centro-americano não seguiu os procedimentos necessários antes de levar o caso ao tribunal, em Haia, na Holanda.
Embora o processo seja contra a Alemanha, ele questiona o apoio à ofensiva israelense em Gaza, iniciada em resposta aos ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023. Israel não é parte nessa ação e nega cometer genocídio.
Segundo Julia Monar, principal advogada da Alemanha no caso, a Nicarágua não notificou adequadamente o governo alemão e deu menos de um mês para uma resposta antes de iniciar o processo. Espera-se que os países tentem resolver suas divergências antes de recorrer à corte.
Outro advogado da defesa alemã, Antonios Tzanakopoulos, disse que a notificação foi enviada de um endereço de e-mail do Yahoo para uma caixa de entrada geral, sem seguir os canais diplomáticos apropriados.
A Alemanha é uma aliada histórica de Israel e o segundo maior fornecedor de armas ao país, atrás dos Estados Unidos.
Durante a audiência, Monar afirmou que o governo alemão analisa todas as exportações de equipamentos militares de acordo com o direito internacional.
Em 2024, a CIJ rejeitou um pedido de emergência da Nicarágua para obrigar a Alemanha a suspender a ajuda militar e de outros tipos a Israel. Na ocasião, porém, os 16 juízes se recusaram a arquivar o processo.
📰 Fonte: g1.globo.com
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