
A apuração preliminar do segundo turno da eleição presidencial na Colômbia marca um dos realinhamentos mais significativos dos últimos tempos no mapa de afinidade da América Latina com os Estados Unidos.
A pré-contagem indica vitória de Abelardo de la Espriella, da direita, que é apoiado por Donald Trump,
Se a contagem final confirmar o resultado, o candidato independente se juntará a vários outros resultados favoráveis às políticas de Trump nos últimos meses:
A política externa de Trump, empregando mecanismos como a guerra comercial, a ofensiva imigratória e o envio de tropas para o Caribe, por exemplo, tornou-se mais confrontativa do que durante seu primeiro mandato.
Assim, ao mesmo tempo, fortaleceu laços bilaterais e manteve os líderes latino-americanos em constante alerta, em um contexto marcado nas últimas décadas pela expansão econômica e diplomática da China.
A região também atravessa uma crise de multilateralismo, fomentada pelo bilateralismo promovido por Trump.
De fato, o bloco que mais se consolidou nos últimos meses foi um promovido pela Casa Branca: o Escudo das Américas, uma aliança de segurança que realizou seu primeiro fórum em Miami com a participação da Argentina, Bolívia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Honduras, Panamá, Paraguai e República Dominicana.
O ano eleitoral tem ainda a votação no Brasil, que poderá marcar definitivamente uma profunda mudança regional.
📰 Fonte: cnnbrasil.com.br
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