Análise: Após encontro com Putin, enviados de Trump irão direto a Zelensky

Análise: Após encontro com Putin, enviados de Trump irão direto a Zelensky
Análise: Após encontro com Putin, enviados de Trump irão direto a Zelensky

O presidente Vladimir Putin se reuniu neste sábado (5) com os enviados do presidente norte-americano Donald Trump em Moscou para discutir um possível acordo para o fim da guerra na Ucrânia.

Segundo um conselheiro do Kremlin, Putin afirmou que a Rússia vai alcançar seus objetivos no conflito e que as causas principais da guerra precisam ser resolvidas.

O encontro contou com a participação de Jared Kushner e do enviado especial Steve Witkoff. De acordo com o conselheiro do Kremlin, os representantes norte-americanos prometeram levar as observações de Putin ao líder ucraniano Volodymyr Zelensky, com quem se reunirão no domingo em Kiev, capital da Ucrânia, com o objetivo de que um acordo de paz duradouro seja alcançado. O Kremlin avaliou que a reunião foi "bastante franca e construtiva".

Para o analista Lourival Sant'Anna, no CNN Prime Time, essa tentativa de negociação se diferencia das anteriores por um aspecto relevante: pela primeira vez, os enviados de Trump se reunirão diretamente com Zelensky para ouvir o lado ucraniano.

Segundo o analista, isso reflete o novo status que a Ucrânia conquistou no conflito e o reconhecimento desse posicionamento por parte de Trump, que deixou de considerar a Ucrânia como a parte que deveria ceder em razão de uma suposta posição de fraqueza.

Sant'Anna descreveu o cenário militar atual como essencialmente congelado ao longo de uma linha de frente de mil quilômetros, em que nenhum dos lados consegue avançar de forma significativa.

"No terreno, ela está congelada para todos os efeitos, numa linha de frente de mil quilômetros, em que nenhum dos lados consegue avançar, nem a Ucrânia recuperar o seu território e nem a Rússia tomar mais território", afirmou.

O analista destacou ainda que a guerra aérea tem favorecido a Ucrânia, que vem causando danos consideráveis à infraestrutura de energia, infraestrutura militar e à logística russas.


📰 Fonte: cnnbrasil.com.br

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