André Mendonça liberou helicóptero de advogado bolsonarista antes de operação do ICMS

André Mendonça liberou helicóptero de advogado bolsonarista antes de operação do ICMS
André Mendonça liberou helicóptero de advogado bolsonarista antes de operação do ICMS

Nelson Wilians tinha recuperado, por ordem do ministro do STF, o direito de usar aeronave de R$ 41,5 milhões apreendida na investigação de outro crime: fraude no INSS

Alvo da Operação Distrato, deflagrada nesta quarta-feira (15) pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA/SP), o advogado Nelson Wilians tinha recuperado, há duas semanas, o direito de utilizar um helicóptero de R$ 41,5 milhões apreendido na investigação de outro crime: fraude no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

A Operação Distrato investiga suposto esquema de comercialização de créditos tributários falsos do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) utilizado por empresas para reduzir ilegalmente o pagamento de impostos ao Estado. Segundo os investigadores, a fraude teria causado prejuízo superior a R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos.

De acordo com informações da coluna Painel, na Folha de S.Paulo, a aeronave foi apreendida por determinação de André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da Operação Sem Desconto, a primeira contra fraudes no INSS, a pedido da Polícia Federal (PF).

Porém, no dia 30 de junho, o próprio Mendonça autorizou que Wilians voltasse a usar o helicóptero. O ministro determinou o envio de um ofício à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mantendo restrição, somente, à transferência ou alienação da aeronave, liberando sua circulação.

De acordo com o CIRA/SP, empresas ligadas a Nelson Wilians ofereciam créditos de ICMS com desconto, apresentados aos clientes como parte de planejamentos tributários supostamente autorizados pelo Fisco.

Segundo a investigação, após aderirem ao modelo, as empresas deixavam de recolher integralmente o imposto devido e remuneravam os intermediários por meio de honorários de êxito que poderiam chegar a 70% do valor dos créditos utilizados.

Os investigadores afirmam que o grupo fornecia documentação para viabilizar a inserção dos créditos nas escriturações fiscais das empresas, permitindo a compensação indevida dos tributos.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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