
Diretor-geral revelou abertura de procedimento após pedido da AGU motivado por reportagem do “The Guardian” sobre financiamento do governo Trump a grupos anti-STF
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou, neste domingo (4), que a corporação abriu procedimento de investigação sobre possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. A apuração, ainda em fase preliminar na Diretoria de Inteligência, atende a uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU).
O ponto de partida foi uma reportagem do jornal britânico The Guardian que revelou o destino de recursos do governo de Donald Trump a grupos de oposição ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O anúncio foi feito durante visita de Andrei ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, na sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Brasília.
“Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso”, destacou o diretor-geral.
A investigação segue, portanto, em estágio inicial. Rodrigues explicou, ainda, que é prática comum na corporação abrir uma apuração prévia antes da formalização do inquérito policial propriamente dito.
Reportagem do The Guardian, publicada na quarta-feira (30), detalhou um programa do EUA batizado de Countering Lawfare and Censorship in Brazil, traduzido como “Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil”.
Segundo o jornal britânico, o governo Trump destinou US$ 1 milhão de um fundo de direitos humanos do Departamento de Estado americano ao programa, voltado a grupos que se opõem ao que consideram “abuso de poder judicial e censura” por parte do STF.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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