Aneel deve decidir futuro da caducidade da Enel SP antes das eleições

Aneel deve decidir futuro da caducidade da Enel SP antes das eleições
Aneel deve decidir futuro da caducidade da Enel SP antes das eleições

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) deve avançar na definição sobre o processo que pode levar à caducidade da concessão da Enel São Paulo antes das eleições. Isso porque o diretor Fernando Mosna, relator do caso, disse à CNN que pretende pautar para 11 de agosto o pedido de reconsideração apresentado pela distribuidora contra a decisão que instaurou formalmente o processo de perda da concessão.

A data coincide com a última reunião de Mosna como integrante da diretoria da agência. A expectativa é que o julgamento esclareça se o processo de caducidade continuará em curso ou se a decisão de abertura será revista.

A eventual manutenção do processo não significa que a Enel perderá imediatamente a concessão. Representa, porém, a continuidade de uma apuração formal que poderá, ao final, resultar na recomendação de extinção do contrato. Caso o recurso seja acolhido, a diretoria também poderá anular a decisão anterior ou determinar o arquivamento do procedimento.

Até então, a distribuidora respondia a um Termo de Intimação decorrente de um relatório de falhas e transgressões elaborado pela fiscalização da Aneel. Em abril, a diretoria da agência entendeu que havia elementos suficientes para instaurar o processo de caducidade.

“Após uma manifestação muito robusta da área técnica e muito substanciosa da procuradoria, entendeu-se que era o caso de abrir um processo de caducidade e dar um prazo para que a companhia se manifestasse”, lembrou Mosna.

A Enel apresentou um pedido de reconsideração, e Mosna foi sorteado relator. O prazo para a empresa entregar suas alegações finais terminou nesta quinta-feira (23), quando o processo já poderá ser incluído na pauta das reuniões públicas da diretoria.

Mosna, contudo, explicou que optou por aguardar a manifestação completa da concessionária antes de apresentar seu voto.

“Entendi que não seria oportuno, correto ou justo pautar o processo sem ouvir a concessionária antes. O processo vai ficar para a minha última reunião de diretoria, que vai acontecer no dia 11 de agosto, de maneira que terei condições de analisar as alegações finais da empresa, ter a oportunidade, se a Enel desejar, de recebê-los para fazer reunião e expor suas razões para, assim, ter convicção para formar um voto”, disse.


📰 Fonte: cnnbrasil.com.br

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