
Ex-banqueiro pediu apoio do ministro em disputa sobre precatórios, mas Gilmar votou contra a tese de interesse do Master
Daniel Vorcaro procurou o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em abril de 2024 para defender uma tese que poderia beneficiar diretamente o Banco Master.
O encontro ocorreu no gabinete do magistrado, mas o pedido não produziu o resultado esperado. Gilmar votou contra os interesses do banco no processo. As informações são da colunista da Folha de S. Paulo, Monica Bergamo.
O Master havia comprado bilhões de reais em precatórios de usinas do setor sucroalcooleiro. A discussão no STF envolvia indenizações cobradas da União e poderia gerar, segundo estimativa da Advocacia-Geral da União, impacto de até R$ 145 bilhões aos cofres públicos.
A reunião de 11 de abril foi articulada com ajuda do empresário Chiquinho Feitosa, então cunhado de Gilmar e contratado por Vorcaro por R$ 500 mil mensais. O gabinete de Gilmar afirma que o magistrado desconhecia qualquer relação comercial entre os dois.
No processo da Destilaria Alcídia, que interessava diretamente ao Master, Gilmar e André Mendonça votaram contra o pagamento do precatório. Ficaram vencidos por Edson Fachin, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques, que formaram maioria favorável à empresa.
Segundo o gabinete do ministro, Gilmar manteve posição contrária aos pagamentos também nos demais processos semelhantes julgados pela Segunda Turma.
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📰 Fonte: revistaforum.com.br
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