Aquecer a sobra do almoço, guardar o que restou e esquentar novamente no jantar parece uma forma de evitar desperdício, mas no Reino Unido a orientação é reaquecer as sobras apenas uma vez e até ficarem bem quentes por inteiro

Aquecer a sobra do almoço, guardar o que restou e esquentar novamente no jantar parece uma forma de evitar desperdício, mas no Reino Unido a orientação é reaquecer as sobras apenas uma vez e até ficarem bem quentes por inteiro
Aquecer a sobra do almoço, guardar o que restou e esquentar novamente no jantar parece uma forma de evitar desperdício, mas no Reino Unido a orientação é reaquecer as sobras apenas uma vez e até ficarem bem quentes por inteiro

Guardar porções prontas para consumir mais tarde é uma prática rotineira nas casas brasileiras. No entanto, repetir ciclos sucessivos de aquecimento térmico favorece a rápida multiplicação de bactérias perigosas, exigindo atenção constante com a segurança das refeições caseiras.

Quando uma refeição preparada volta para o fogão repetidamente, ela passa várias vezes por temperaturas mornas. Esse ambiente intermediário estimula patógenos adormecidos a produzirem toxinas prejudiciais, tornando qualquer alimento vulnerável ao surgimento de uma grave intoxicação gastrointestinal.

Mesmo que o cheiro e a aparência continuem normais, organismos microscópicos já podem ter colonizado todo o prato. Aquecer a porção inteira para consumir só uma parte acelera a deterioração biológica, comprometendo a saúde de quem consome esse restante.

No território britânico, as normas sanitárias estabelecem que a comida guardada deve retornar ao calor apenas uma única vez. Esse padrão rigoroso busca interromper ciclos sucessivos de resfriamento, impedindo que colônias resistentes se fortaleçam durante a manipulação dessa refeição na cozinha.

A entidade oficial britânica, Food Standards Agency, orienta que as pessoas retirem do pote somente a quantia necessária para a ocasião. Essa prática simples preserva a qualidade do prato, mantendo o excedente intacto sob refrigeração controlada até o consumo definitivo.

Abaixo, veja um conteúdo informativo divulgado pelo canal Public Health Dietitians – Eating Well no YouTube com orientações práticas sobre o tema:

Para que o calor exerça sua função desinfetante, o prato precisa atingir altas temperaturas em toda a sua extensão. Apenas esquentar superficialmente permite que pontos frios continuem abrigando micróbios vivos, tornando indispensável verificar a completa ebulição de cada porção servida.

Ao esquentar as porções em tigelas ou panelas, misturar a comida durante o preparo evita regiões frias perigosas. Deixar o alimento descansar um instante antes de servir consolida a distribuição do calor uniforme, garantindo máxima proteção ao organismo.


📰 Fonte: catracalivre.com.br

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