As fake news de Flávio Bolsonaro sobre sua relação com Banco Master

As fake news de Flávio Bolsonaro sobre sua relação com Banco Master
As fake news de Flávio Bolsonaro sobre sua relação com Banco Master

Embora tente esconder vínculo com Daniel Vorcaro, há mensagens, encontros, viagens e muitas dúvidas sobre “Dark Horse”, que contradizem versões do candidato do PL

Candidato da extrema direita à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) mentiu inúmeras vezes sobre a relação de “irmãozão” com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Ao longo da campanha, recorreu a negativas, omissões e ataques a adversários políticos para afastar suspeitas sobre suas ligações com o empresário.

A sequência de revelações expõe contradições entre o discurso público do senador e as informações reunidas pela imprensa e pela Polícia Federal (PF). O caso envolve conversas entre Flávio e Vorcaro, negociações para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e suspeitas sobre a origem e a destinação dos recursos empregados na produção.

Em março de 2026, após a divulgação de que o telefone de Flávio Bolsonaro constava entre os contatos encontrados no celular de Vorcaro, o senador afirmou que não conhecia o ex-banqueiro. Dois meses depois, mensagens telefônicas e informações sobre encontros entre os dois vieram a público, desmontando essa versão.

As conversas reveladas pelo Intercept Brasil, em 13 de maio, mostraram uma relação mais próxima do que o senador havia admitido. Nas mensagens, Flávio tratava Vorcaro de maneira amistosa, com expressões como “irmão” e “irmãozão”, além de cobrar parcelas relacionadas ao financiamento do filme sobre o pai.

Questionado antes da publicação da reportagem se havia conversado com Vorcaro, o senador reagiu com uma gargalhada, chamou o jornalista de militante e negou a existência das mensagens. Horas depois, publicou um vídeo no qual reconheceu a autenticidade das conversas. A justificativa passou a ser outra: segundo ele, tratava-se apenas de um filho buscando investimento privado para produzir um filme sobre o pai.

A mudança de versão é central para compreender o caso. O que começou como uma negativa de contato transformou-se no reconhecimento de conversas e negociações financeiras com o empresário.

As mensagens divulgadas pelo Intercept indicaram uma negociação de R$ 134 milhões para financiar Dark Horse. A Polícia Federal investiga suspeitas relacionadas à origem e à destinação dos recursos, inclusive a possibilidade de que parte do dinheiro tenha sido desviada para custear despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nos Estados Unidos.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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