
A Associação Protetora dos Desvalidos entrou com medida cautelar contra o e-book 'Bomba – A Verdade Pode Ser Explosiva', de J. B. Carvalho, alegando incitação à discriminação religiosa e pedindo a interrupção imediata de sua divulgação.
Uma entidade de defesa da população negra acionou a Justiça Federal com uma medida cautelar contra o e-book Bomba – A Verdade Pode Ser Explosiva, do pastor J. B. Carvalho, ligado a Flávio Bolsonaro. A ação, assinada pelo advogado Hédio Silva Jr., sustenta que a obra incita à discriminação religiosa ao associar Nossa Senhora Aparecida a expressões como “figura demoníaca” e “Grande Meretriz”.
A entidade pede a interrupção imediata da circulação do livro na internet. O caso ganhou dimensão pública em meio a uma fake news sobre a suposta retirada do título de padroeira do Brasil.
A Associação Protetora dos Desvalidos apresentou na Justiça Federal uma medida cautelar contra o e-book Bomba – A Verdade Pode Ser Explosiva, de autoria do pastor J. B. Carvalho. A petição, assinada pelo advogado Hédio Silva Jr., sustenta que o conteúdo da obra promove incitação e indução à discriminação religiosa, ultrapassando os limites legais do proselitismo.
A entidade pede a interrupção imediata da propagação do e-book e de versões derivadas ou semelhantes disponibilizadas na internet. Até o momento, há um pedido formalizado à Justiça, mas ainda sem decisão judicial determinando a retirada ou a interdição da obra.
Segundo trechos divulgados com exclusividade pelo Metrópoles e analisados pelo teólogo e colunista da Fórum Zé Barbosa Jr., o livro associa Nossa Senhora Aparecida e a Virgem Maria a divindades pagãs, descrevendo-as como “Grande Meretriz”, “Deusa da Promiscuidade”, “entidade macabra”, “braço direito de satanás” e “figura demoníaca”. Carvalho sustenta que a figura de Maria teria origem em divindades como Astarote, Ishtar e Diana.
Em outro trecho, o pastor afirma que a Igreja Católica incorporou elementos de cultos pagãos e classifica a Igreja Romana como “totalmente pagã”. A obra ainda associa a condição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira a problemas enfrentados pelo Brasil, como recessão, inflação, seca e aumento da criminalidade.
A Associação Protetora dos Desvalidos argumenta que esse conteúdo ultrapassa os limites da liberdade de expressão e pode estimular discriminação e violência contra católicos. A petição cita o artigo 20 da Lei nº 7.716/1989, que trata da prática, indução ou incitação à discriminação por motivo de religião, e menciona precedentes do Supremo Tribunal Federal sobre os limites da liberdade de expressão em casos de incitação ao ódio.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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