
Levantamento revela que a ofensiva antivacina da extrema direita teve oposição de 65,8% de publicações pró-imunização
A ofensiva coordenada por políticos de extrema direita contra a imunização gerou um efeito reverso nas redes sociais. Em vez de consolidar o negacionismo, os ataques provocaram uma onda majoritariamente favorável às vacinas. É o que aponta uma pesquisa da plataforma de monitoramento digital Torabit, obtido e divulgado pela BBC Brasil.
O levantamento analisou 93.755 publicações contendo o termo “vacina” no X, Facebook, Instagram e Bluesky, entre os dias 3 e 10 de agosto. Os números mostram um isolamento do discurso anticientífico: considerando apenas as postagens que apresentaram uma posição assumida, 65,8% eram favoráveis à vacinação, contra apenas 34,2% de publicações antivacina.
A explosão do tema nas redes foi impulsionada por um episódio ocorrido nos Estados Unidos. Em 29 de julho, Anthony Fauci, ex-principal assessor médico da Casa Branca, compareceu a uma audiência realizada por um comitê do Senado dos Estados Unidos e invocou mais de cem vezes a Quinta Emenda da Constituição americana, que garante o direito de uma pessoa não produzir provas contra si mesma, irritando parlamentares republicanos.
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No Brasil, parlamentares bolsonaristas passaram a divulgar desinformação a respeito das vacinas, distorcendo o conteúdo de um diário de Fauci revelado dias antes de sua participação na audiência.
Um vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), publicado em 2 de agosto retomando narrativas da pandemia, fez diversas afirmações já refutadas sobre as vacinas contra covid-19. A postagem gerou forte reação, segundo o levantamento, com 87,9% das publicações que o mencionaram sendo classificadas como pró-vacina, rebatendo suas alegações.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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