
PF encontrou diálogos de Motta pedindo a liberação de um empréstimo para uma empresa de sua cunhada; presidente da Câmara nega ilegalidade
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se recusou por cinco vezes a confirmar se atuou para a liberação de um empréstimo de ao menos R$ 22 milhões do Banco Master para uma empresa de sua cunhada, Bianca Medeiros, irmã de sua mulher, Luana Motta.
A recusa ocorreu durante entrevista ao jornal Estadão, que revelou que a Polícia Federal (PF) encontrou, no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, diálogos em que Motta pede diretamente a liberação do crédito. Questionado repetidas vezes sobre o teor das mensagens, o presidente da Câmara não confirmou a informação e afirmou que a operação “está dentro da legalidade”.
Na entrevista, Motta foi questionado se tinha conhecimento do empréstimo feito pelo Master à empresa de sua cunhada e se chegou a pedir a liberação da operação ao banqueiro Daniel Vorcaro.
“Quando você precisa de um empréstimo, você procura quem? O banco, não é? E a minha cunhada, que representa os negócios do meu sogro, procurou um banco. O banco tava legal à época? Podia operar? Ela tinha um crédito para poder fazer? Então foi uma operação legal. Não tem ilegalidade de nada”, respondeu.
Questionado se havia intervindo de alguma forma, Motta repetiu: “Não tem ilegalidade de nada nisso”. Diante de nova pergunta sobre se teria atuado para liberar o crédito, respondeu: “Não, não tem ilegalidade”.
A reportagem então afirmou ter uma apuração de que Motta pediu a Vorcaro, por WhatsApp, o empréstimo para a empresa de sua cunhada, e perguntou se ele confirmava a informação. O presidente da Câmara voltou a defender a legalidade da operação, sem responder se atuou para liberar o dinheiro junto a Vorcaro.
“O empréstimo é legal. O empréstimo é legal feita por uma empresa que tem lastro. E ele tinha uma instituição que estava funcionando dentro das regras. Está dentro da legalidade”, disse.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
Clique em "Comentar" acima para carregar os comentários.