
Organizações de direitos civis temem que a ofensiva alcance protestos e opositores do governo
O governo Donald Trump abriu uma nova frente em sua política de segurança ao colocar organizações de esquerda entre as prioridades do contraterrorismo dos Estados Unidos.
A estratégia foi apresentada nesta quinta-feira (16), em Washington, durante uma conferência com representantes de mais de 60 países. O encontro foi conduzido pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
Segundo o chefe da diplomacia norte-americana, governos teriam concentrado esforços durante anos no combate a grupos islâmicos e deixado em segundo plano episódios de violência atribuídos à esquerda.
Rubio defendeu a criação de mecanismos internacionais para localizar integrantes, rastrear recursos e trocar informações sobre organizações consideradas violentas por Washington.
O Brasil foi convidado para o evento, mas o Ministério das Relações Exteriores decidiu não enviar representante.
A iniciativa amplia uma política já adotada pelo governo Trump. Desde novembro, quatro grupos europeus foram incluídos pelos Estados Unidos na lista de organizações terroristas estrangeiras. A classificação permite aplicar sanções, bloquear recursos e oferecer recompensas por informações.
Durante o discurso, Rubio também associou grupos de esquerda a governos adversários dos Estados Unidos. Citou Cuba, o Irã e aliados de Teerã, mas não apresentou documentos ou provas que sustentassem as acusações.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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