Avalanche no Himalaia: por que resgate após deslizamento é muito mais complexo do que em terremotos?

Avalanche no Himalaia: por que resgate após deslizamento é muito mais complexo do que em terremotos?
Avalanche no Himalaia: por que resgate após deslizamento é muito mais complexo do que em terremotos?

Por que resgate no Nepal e no Tibete é mais dificil do que em Brumadinho? Entenda

Dias após a avalanche que deixou centenas de mortos e desaparecidos no Nepal e no Tibete, equipes de emergência do Nepal conseguiram socorrer 350 pessoas que haviam se abrigado num túnel em construção de uma hidrelétrica durante a tragédia.

Os sobreviventes tiveram a sorte de encontrar um abrigo antes de serem atingidos pela enxurrada, mas as cenas de resgates dramáticos devem se tornar mais raras daqui em diante.

A atuação das equipes de socorro em grandes deslizamentos é mais complexa do que em terremotos. E, muitas vezes, há pouco o que se fazer para salvar vidas.

Ao contrário da janela de oportunidade de 72 horas calculadas a partir de terremotos, a expectativa de vida de vítimas de deslizamentos é de menos de 15 minutos, e a maioria dos resgatados com vida são aqueles que se encontram na borda da área do desastre.

É muito provável também que parte dos corpos não seja retirada ou nem mesmo localizada.

Imagens de câmeras de segurança mostram pessoas fugindo enquanto uma avalanche de lama e água destrói prédios em um vale na fronteira entre Nepal e China, em Gyirong , região do Tibete, China — Foto: MÍDIA SOCIAL/via REUTERS

Entenda, a seguir, as dificuldades das equipes de buscas no Tibete e no Nepal, e por que a operação é ainda mais complexa do que nos casos de terremotos:


📰 Fonte: g1.globo.com

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