
Troca ocorreu em 29 de setembro e levou cerca de 20 minutos, segundo documento
A tornozeleira eletrônica usada por Jair Bolsonaro foi substituída sem que o relatório enviado ao STF informe o motivo da troca. O procedimento ocorreu em 29 de setembro, na casa onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília, e durou cerca de 20 minutos.
O documento não aponta rompimento, tentativa de violação ou defeito no aparelho anterior. Registra apenas que agentes do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica fizeram a substituição entre 16h20 e 16h40.
Para concluir o procedimento, foi utilizado o telefone funcional de uma policial penal na vinculação do novo dispositivo e na retirada do anterior do sistema de monitoramento.
A ausência de registro de problema no equipamento diferencia o episódio do ocorrido em novembro de 2025. Naquela ocasião, Bolsonaro admitiu ter usado um ferro de solda para tentar abrir a tornozeleira, que apresentava marcas de queimadura e precisou ser substituída.
Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar desde março, após decisão de caráter humanitário. Ele foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão na ação sobre a tentativa de golpe de Estado.
O registro da troca faz parte do acompanhamento semanal encaminhado ao Supremo, que reúne movimentações na residência, atendimentos de advogados e cuidados médicos.
Um relatório médico divulgado nesta sexta-feira (2) informa que o ex-presidente apresenta quadro clínico estável. Os médicos registraram redução na frequência e na intensidade das crises de soluço após ajuste na medicação, além de pressão arterial controlada. O documento também aponta sonolência e instabilidade de equilíbrio associadas aos medicamentos.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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