Brasil e EUA negociam parceria contra narcotráfico após classificação de CV e PCC como terroristas

Brasil e EUA negociam parceria contra narcotráfico após classificação de CV e PCC como terroristas
Brasil e EUA negociam parceria contra narcotráfico após classificação de CV e PCC como terroristas

Em meio à tensão diplomática, o ministro da Defesa, José Múcio, conversou com assessor de Trump sobre cooperação nesta quarta-feira

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, se reuniu nesta quarta-feira (8) com Elbridge Colby, subsecretário de Defesa dos Estados Unidos para Assuntos de Política, em meio aos desdobramentos da decisão do governo de Donald Trump de incluir o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas.

O encontro ocorreu em Cusco, no Peru, durante a XVII Conferência de Ministros de Defesa das Américas (CMDA). Segundo o Ministério da Defesa brasileiro, a reunião foi solicitada pelo governo americano e teve como principal tema a cooperação no combate ao narcotráfico.

Em nota, a Defesa informou que os representantes dos dois países discutiram formas de ampliar a colaboração contra o tráfico de drogas. Os Estados Unidos afirmaram buscar parceiros no continente e apontaram o Brasil como um possível aliado estratégico.

Múcio, segundo o ministério, demonstrou interesse na cooperação, mas ressaltou que o combate ao narcotráfico dentro do Brasil é uma atribuição do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O ministro também citou ações das Forças Armadas nas áreas de fronteira.

Colby é um dos principais assessores do secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, para temas de política de defesa e relações internacionais.

A aproximação ocorre após o governo Trump anunciar, em maio, que o CV e o PCC seriam designados como “organizações terroristas estrangeiras” e “terroristas globais especialmente designados”. A medida entrou em vigor em 5 de junho.

Washington afirmou que as duas facções brasileiras possuem milhares de integrantes e realizam ações violentas contra agentes públicos e civis, além de manterem atuação internacional.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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