
Parlamentar do PSOL-RJ diz que está trancada em casa após perder proteção policial reconhecida por programa federal
A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) denunciou nesta quarta-feira (1º) que a Câmara dos Deputados determinou a retirada de sua escolta policial, medida que, segundo ela, a obrigou a permanecer trancada em casa por continuar sob ameaça de morte de milícias que atuam no Rio de Janeiro.
Talíria afirmou que a decisão representa uma nova ameaça à sua segurança. A parlamentar é uma das integrantes do Congresso que há mais tempo vivem sob medidas especiais de proteção em razão de ameaças recebidas em decorrência de sua atuação política.
A decisão foi comunicada pelo Departamento de Polícia Legislativa em documento encaminhado na terça-feira (30). Segundo o órgão, a retirada da escolta foi motivada pelo fato de a deputada ter participado, entre maio e junho, de agendas no Complexo da Maré e no bairro de Paciência, ambos na cidade do Rio de Janeiro.
O gabinete da parlamentar, no entanto, contesta a justificativa. Segundo a assessoria, todas as atividades integravam a agenda oficial do mandato, incluindo uma audiência pública aprovada pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, além de eventos promovidos pelo governo federal e pela Fundação Oswaldo Cruz.
“Agora eu não posso ir à favela encontrar lideranças comunitárias ou participar de uma audiência pública aprovada pela Câmara?”, questionou a deputada.
Talíria afirma que continua sendo alvo de ameaças de morte atribuídas a milicianos. De acordo com a parlamentar, há investigações em andamento, diversos boletins de ocorrência registrados e proteção reconhecida pelo Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos.
Não é a primeira vez que a segurança da deputada é alvo de controvérsia. Há menos de um ano, o presidente da Câmara, Hugo Motta, chegou a anunciar o fim da escolta policial, mas voltou atrás poucos dias depois diante da repercussão do caso e da persistência das ameaças contra a parlamentar.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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