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Porta-voz de Milei diz que 'sempre houve xingamentos' entre Argentina e Brasil
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, disse nesta quarta-feira (28) que o governo de Javier Milei não pretende romper relações com o Brasil em decorrência da crise diplomática em curso entre os dois países.
➡️ A crise começou no fim de semana, quando o presidente argentino, Javier Milei, criticou e insultou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante convenção do PL em São Paulo para confirmar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Em reação, o Itamaraty convocou o embaixador argentino em Brasília e chamou de volta o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas.
Em entrevista à rádio argentina Mitre, Quirno reiterou apoio de Milei à família Bolsonaro e disse que seu governo vê o mundo "de maneira diferente" do governo Lula.
"O presidente participou de um ato partidário, evidemente apoia a família Bolsonaro no Brasil".
O chanceler argentino Pablo Quirno (ao centro), entre os presidentes do Paraguai, Santiago Pena (à direita), e do Uruguai (à esquerda), durante cúpula do Mercosul no Paraguai, em 30 de junho de 2026. — Foto: Cesar Olmedo/ Reuters
O chanceler afirmou, no entanto, que Milei não pretende romper relações com Brasília por conta do episódio. "De forma alguma", respondeu o chanceler argentino, ao ser questionado na entrevista à rádio Mitre sobre um possível rompimento de relações". "Não há nenhuma chance de que, do nosso lado, as relações se rompam (...). Nós não levamos isso para o plano institucional".
Diplomatas brasileiros disseram à TV Globo que o Itamaraty não recebeu nenhum sinal por parte da diplomacia argentina de que haverá um pedido formal de desculpas.
📰 Fonte: g1.globo.com
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