Colega brasileira da Nobel da Paz explica como ela foi ‘revolucionária’ contra genocídios

Colega brasileira da Nobel da Paz explica como ela foi ‘revolucionária’ contra genocídios
Colega brasileira da Nobel da Paz explica como ela foi ‘revolucionária’ contra genocídios

Donald Trump impôs sanções ao Tribunal Penal Internacional após Navi Pillay ganhar Nobel da Paz. — Foto: Fabrice Coffrini/AFP

Após a ex-juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI) Navi Pillay levar o Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), o governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, impôs novas sanções ao Tribunal. Para a jurista brasileira Sylvia Steiner, que trabalhou no TPI ao lado de Pillay, a decisão do republicano é “algo atípico e extremamente preocupante”.

Em entrevista ao g1, Steiner diz que o tribunal está cumprindo as atribuições para as quais foi criado, e que punir a instituição por sua atuação ameaça a independência da Justiça internacional.

A reação mais dura veio do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio: "Ou o TPI acabará com suas ameaças, ou nós acabaremos com o TPI".

A fala aconteceu horas depois que o Comitê Norueguês do Nobel justificou a escolha da sul-africana Pillay com sua contribuição para o desenvolvimento de uma ordem jurídica internacional e para a responsabilização por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio.

Pillay presidiu a comissão da ONU que concluiu, em 2025, que Israel cometeu genocídio em Gaza e que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant incitaram o crime.

Israel e os Estados Unidos não reconhecem a jurisdição da corte.

Durante sua carreira, a juíza vencedora do Nobel da Paz:


📰 Fonte: g1.globo.com

💬 Comentários (0)

Clique em "Comentar" acima para carregar os comentários.