
O programa teria sido financiado com aportes de mais de US$ 10 bilhões, e a NASA contaria com um sistema óptico de 2,4 metros de diâmetro equipado com um espelho para captar imagens mais nítidas do espaço profundo
No dia 30 de agosto de 2026, a NASA deve lançar ao espaço um telescópio espacial que havia sido originalmente desenvolvido para o órgão norte-americano de reconhecimento de inteligência, o National Reconnaissance Office (NRO).
O telescópio, apelidado de Nancy Grace Roman, vai ser colocado em órbita a partir do Falcon Heavy, veículo lançador da SpaceX. O objetivo, segundo a agência, não é auxiliar em atividades de inteligência, mas ampliar o campo científico das descobertas espaciais. O Nancy Grace Roman vai “observar o universo e áreas amplas do céu com uma única visada”.
Isso seria possível devido à Future Imagery Architecture (FIA), um programa lançado pelo governo dos EUA para desenvolver uma nova geração de satélites de reconhecimento óptico e radar do NRO.
O programa teria sido financiado com aportes de mais de US$ 10 bilhões, e a NASA contaria com um sistema óptico de 2,4 metros de diâmetro equipado com um espelho como o do Hubble, que usa espectros de luz visível e infravermelho para captar imagens mais nítidas do espaço profundo.
Diferente do Hubble, no entanto, o novo telescópio, Roman, quer fazer algo mais avançado: observar áreas gigantescas do céu “de uma vez só”, mas ainda com um padrão de resolução como a oferecida pelo Hubble nas suas captações de informação por infravermelho.
A ideia é que o Roman tenha um campo de visão até 100 vezes maior do que o do parceiro.
Para isso, ele é equipado com uma câmera de 300 megapixels, equipada com 18 detectores de 4.096 por 4.096 pixels, o Wide Field Instrument (WFI). Eles formam um mosaico capaz de registrar uma área de aproximadamente 0,281 grau quadrado do céu em uma única observação.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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