Como Dino e Mendonça dividem as investigações sobre o filme “Dark Horse”

Como Dino e Mendonça dividem as investigações sobre o filme “Dark Horse”
Como Dino e Mendonça dividem as investigações sobre o filme “Dark Horse”

O financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é alvo de duas investigações distintas da Polícia Federal, autorizadas por ministros diferentes do STF (Supremo Tribunal Federal).

Como mostrou a CNN, embora tenham como foco o mesmo filme, as apurações partem de suspeitas diferentes e são conduzidas por relatores distintos, o que levou a defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a pedir que os casos sejam reunidos sob a relatoria do ministro André Mendonça.

Flávio Dino já era relator de ações que apuram possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Foi nesse contexto que surgiu a suspeita envolvendo o financiamento do Dark Horse.

A investigação autorizada pelo ministro analisa repasses de emendas feitos deputados federais a empresas e organizações sociais. Entre os recursos sob análise estão R$ 2 milhões destinados ao Instituto Conhecer Brasil, comandado por Karina da Gama, responsável, também, pela produtora da cinebiografia ainda inédita do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A apuração, porém, não começou por causa do Dark Horse. Ela já estava em andamento no âmbito das investigações sobre emendas parlamentares e passou a incluir o filme depois que os deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e Henrique Vieira (Psol-RJ) apresentaram um pedido de investigação dentro da ação relatada por Dino sobre transparência na execução desses recursos.

André Mendonça, por sua vez, conduz no STF as investigações relacionadas às suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro.

Foi no curso desse inquérito que surgiu a suspeita de que recursos ligados a Vorcaro teriam sido destinados ao financiamento do Dark Horse.

Após manifestação favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República), Mendonça autorizou a Polícia Federal a investigar a hipótese de que milhões de reais ligados ao empresário tenham sido usados para custear a produção.


📰 Fonte: cnnbrasil.com.br

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