
Os números que ajudam a explicar o legado do presidente que chega às eleições de 2026
As eleições de 2026 se aproximam, e o presidente Lula se prepara para concorrer pela quarta vez. A aprovação sempre positiva e os feitos de seus mandatos anteriores permitiram que Lula ficasse em primeiro lugar nas pesquisas em 2026. Entre 2003 e 2010, o país passou por um período de crescimento econômico jamais antes visto, acompanhado por aumento da renda, expansão do emprego, redução das desigualdades e ampliação do acesso a políticas sociais e educacionais.
Um levantamento elaborado pelo Instituto de Economia da UNICAMP ajuda a dimensionar os resultados daquele período. Segundo dados da instituição, o PIB real brasileiro cresceu 37% durante os dois governos Lula, ao mesmo tempo em que houve redução da desigualdade. A média anual de crescimento econômico foi de 4,05%, acima da média mundial de 2,73% registrada no mesmo período.
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Durante os governos Lula, o volume de vendas do comércio aumentou 95%, enquanto a produção industrial de bens de consumo cresceu 32%. Para os pesquisadores da UNICAMP, os números mostram que a elevação do consumo das famílias pode ocorrer simultaneamente ao crescimento da produção e dos investimentos.
Mais um indicador importante foi a valorização do salário mínimo. De acordo com o mesmo estudo da UNICAMP, o salário mínimo teve aumento real de 57% durante os dois mandatos. Considerando o poder de compra medido pela quantidade de cestas básicas que o salário mínimo conseguia adquirir, a alta foi de 46% no período.
O avanço no mercado de trabalho também foi considerável. A taxa de desocupação caiu 6 pontos percentuais durante os governos Lula, o aumento dos salários não impediu o crescimento do emprego formal e contribuiu para a redução da desigualdade de renda.
No quesito social, o Bolsa Família se tornou uma das principais marcas das administrações petistas. Criado a partir da unificação de programas de transferência de renda, o programa buscou ampliar o acesso das famílias mais pobres à alimentação, educação e saúde. A pobreza extrema caiu 75% no Brasil entre 2001 e 2014, de acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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