Um piso arranhado nem sempre precisa de troca de peças ou reforma. Na maioria dos casos, o segredo está em identificar se o risco atingiu apenas o acabamento, se marcou a camada decorativa ou se virou um sulco profundo que exige massa, cera reparadora ou substituição pontual.
O primeiro teste é passar a ponta do dedo sobre o risco. Se a unha não prende, o dano costuma estar só no brilho ou na camada mais externa do piso; se a unha engancha, o arranhão já removeu material e precisa de preenchimento.
Também observe a cor. Riscos esbranquiçados em porcelanato, laminado ou vinílico geralmente são marcas de atrito. Já riscos escuros em madeira, laminado ou piso amadeirado indicam que a proteção saiu e a camada interna ficou exposta.
Antes de aplicar qualquer produto, limpe a área com pano de microfibra e detergente neutro diluído. Poeira, areia e gordura atrapalham a aderência da cera, da massa ou do marcador reparador.
O reparo deve ser pequeno e localizado. Em piso arranhado, aplicar produto demais cria mancha de brilho, deixa excesso nas bordas e chama mais atenção do que o risco original.
No laminado, no vinílico e na madeira, preencha o risco com pouca cera ou massa, retire o excesso com espátula plástica e lustre com pano macio. No porcelanato e na cerâmica, não tente “lixar para igualar”, porque isso pode remover o esmalte ou abrir uma área opaca permanente.
A maioria dos novos riscos vem de atrito repetido. Cadeiras arrastadas, grãos de areia, rodízios duros, móveis pesados e sapatos com pedrinhas presas na sola funcionam como lixa sobre o revestimento.
Depois de recuperar o piso arranhado, coloque feltros nos pés dos móveis, use capacho nas entradas e limpe a poeira com frequência. Areia fina, terra e pequenos resíduos são os maiores responsáveis por riscos repetidos em corredores, salas e cozinhas.
📰 Fonte: catracalivre.com.br
Clique em "Comentar" acima para carregar os comentários.