Usar uma garrafa PET para criar um resfriador de ar caseiro chama atenção porque aproveita um princípio simples de passagem do ar. Quando o fluxo atravessa uma parte mais estreita, ele ganha velocidade e mais sensação de vento dentro do ambiente.
O efeito central está no estreitamento por onde o ar passa. Em um duto com fluxo constante, a passagem menor reduz a pressão e aumenta a velocidade do fluido, lógica associada ao efeito Venturi.
Aplicado à janela, o gargalo da garrafa ajuda a reorganizar a entrada do ar para que ele atravesse um trecho mais estreito antes de entrar no cômodo. A proposta não é gelar o ambiente inteiro, mas reforçar circulação e direção do fluxo.
Essa lógica fica mais clara em cinco pontos:
Corta-se o fundo da garrafa e usa-se o gargalo como a parte voltada para dentro, preso a uma placa ajustada na janela. Assim, o ar cruza a abertura maior e sai pela menor, com mais direção e mais impulso.
O ideal é que a placa fique bem fixada no vão e que as garrafas sejam posicionadas com os gargalos apontando para o interior do ambiente. Isso ajuda o fluxo a entrar de forma mais organizada, com encaixe e estabilidade melhores.
Quando um fluido em movimento constante encontra uma zona de estreitamento, sua pressão cai e sua velocidade aumenta na travessia. É exatamente essa relação entre pressão e velocidade que torna o dispositivo interessante em dias quentes.
O ar acelera ao passar pelo estreitamento
📰 Fonte: catracalivre.com.br
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