
PEC apresentada por Rogério Marinho visa esvaziar o fim da escala 6x1 aprovado na Câmara e instituir modelo de trabalho que permite jornada sem descanso
A consulta pública aberta pelo Senado sobre a PEC 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), registra uma maioria esmagadora de votos contrários à proposta que parlamentares governistas e lideranças da esquerda vêm chamando de “escala 7×0”.
Na página do e-Cidadania, a consulta aparece com 32.364 votos contrários e 4.049 favoráveis à proposta, até as 5h38 desta segunda-feira (1º).
A proposta altera o artigo 7º da Constituição para permitir que trabalhadores escolham entre o regime comum da CLT ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. No resumo disponível no próprio Senado, a ementa diz que a PEC prevê a possibilidade de opção entre a Consolidação das Leis do Trabalho e um modelo flexível por horas.
A reação popular ocorre em meio à disputa sobre o futuro da PEC que acaba com a escala 6×1, aprovada na Câmara. O texto defendido pelo governo Lula e por parlamentares de esquerda reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de folga. Já a PEC de Marinho é vista por governistas como uma manobra da oposição para esvaziar esse avanço e abrir caminho para um modelo sem limite claro de jornada.
A deputada Erika Hilton (PSOL-SP), uma das principais vozes da mobilização pelo fim da escala 6×1, usou as redes sociais para pedir pressão contra a PEC da oposição.
O deputado Rogério Correia (PT-MG) também entrou na campanha contra a proposta. “O fim da 6×1 corre perigo! O senador Rogério Marinho, responsável pelo programa de Flávio Bolsonaro, protocolou emenda para barrar o fim da jornada 6×1, que aprovamos na Câmara, instituindo escala 7×0 via pagamento por horas trabalhadas”, afirmou.
Para participar da consulta pública, é preciso acessar a página da PEC 12/2026 no portal e-Cidadania do Senado. O próprio Senado informa que todas as proposições em tramitação ficam abertas para receber opiniões públicas durante sua tramitação, conforme a Resolução 26/2013.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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