Contrabando, espionagem, sabotagem: como a Rússia usa 'frota fantasma' para contornar sanções do Ocidente

Contrabando, espionagem, sabotagem: como a Rússia usa 'frota fantasma' para contornar sanções do Ocidente
Contrabando, espionagem, sabotagem: como a Rússia usa 'frota fantasma' para contornar sanções do Ocidente

O navio de patrulha HSwMS Carlskrona acompanha um navio cargueiro perto do litoral da Suécia, como parte da missão da Otan Sentinela do Báltico — Foto: AFP via BBC

O Kremlin afirma que a Rússia está "imune" às sanções impostas pelo presidente americano, Donald Trump, a duas das suas maiores companhias de petróleo.

O que mantém as exportações russas de petróleo por via marítima é uma "frota fantasma": navios petroleiros "zumbis" transportam milhões de barris de petróleo para compradores em busca de barganhas de todo o mundo, evitando as sanções.

A frota tem outros clientes além da Rússia, como aiatolás iranianos, generais venezuelanos e até comerciantes oportunistas e inescrupulosos do Ocidente, que se preocupam mais com o lucro do que com as ameaças ao meio ambiente, à segurança e, em alguns casos, à liberdade da tripulação, abandonada com cada vez mais frequência em navios que permanecem isolados no mar por meses ou até anos.

Mas a atividade da frota fantasma atingiu seu pico após a invasão da Ucrânia, em 2022. E o principal beneficiário desta marinha secreta é o regime de Vladimir Putin.

Ela serve não só para contrabandear o principal produto de exportação da Rússia, trazendo receita para financiar a "máquina de guerra" russa, nas palavras de Trump, mas também para operações "híbridas" de espionagem e sabotagem contra países da Otan na Europa e os oleodutos e cabos submarinos que os conectam.

A Rússia é um dos três maiores exportadores de petróleo do mundo, ao lado dos Estados Unidos e da Arábia Saudita.

Em 2024, a Rússia extraiu cerca de 10% do petróleo do mundo, segundo a Administração de Informações de Energia dos Estados Unidos.


📰 Fonte: g1.globo.com

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