CPI do Master vira guerra de narrativas no Congresso — Alcolumbre segura sete pedidos de investigação

CPI do Master vira guerra de narrativas no Congresso — Alcolumbre segura sete pedidos de investigação

Pressão popular não basta para furar bloqueio no Congresso

O escândalo do Banco Master, que envolve o empresário Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tornou-se o centro de uma batalha política no Congresso. Sete pedidos diferentes de investigação — entre CPIs na Câmara, no Senado e CPMIs mistas — aguardam análise, mas nenhum avança.

Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado e do Congresso, segura os requerimentos, numa manobra que analistas classificam como "engavetamento regimental". A cúpula das duas Casas é contra a instalação de uma comissão investigativa, mesmo diante de revelações bombásticas.

"Enquanto o Congresso engaveta CPIs, o dinheiro público desaparece. A sociedade precisa de respostas, não de manobras regimentais", afirmou a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), autora de um dos requerimentos.

Flávio pede CPI, mas não assinou o primeiro requerimento

Em uma reviravolta irônica, o senador Flávio Bolsonaro — principal nome da oposição ligado ao escândalo — tem feito campanha pública pela CPI do Master, tentando se apresentar como interessado na investigação. No entanto, conforme revelou a imprensa, Flávio não assinou o primeiro pedido de CPI protocolado no Senado, gerando críticas de hyp críticos que apontam oportunismo eleitoral.

Pesquisa Datafolha divulgada hoje mostra que 48% dos entrevistados acham que Flávio deveria desistir da pré-candidatura após a revelação de seus diálogos com Vorcaro. O escândalo já impacta a corrida presidencial, com Lula ampliando vantagem nas pesquisas.

TCU e Banco Central entram em cena

O Tribunal de Contas da União anunciou que o Banco Central concordou com uma inspeção extraordinária sobre o caso Master, mas parlamentares e especialistas cobram ações mais coordenadas entre os órgãos de controle.

Para a economista Marina Silva (IPEA), o escândalo expõe a fragilidade do sistema de financiamento político brasileiro: "Enquanto não houver reforma política com financiamento público de campanha e transparência total, escândalos como este continuarão se repetindo."

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