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Crime organizado se infiltra nas eleições e troca até cocaína por votos
Relatos de compra de votos multiplicam-se pelo Brasil em anos eleitorais. Investigadores alertam para um fenômeno novo: a infiltração direta do crime organizado no processo democrático.
O que antes era uma prática de corrupção isolada, agora afeta a liberdade de escolha do cidadão e a própria segurança do pleito, com grupos como o PCC, Comando Vermelho e milícias financiando candidatos com dinheiro oriundo de tráfico e roubos.
“Esse fenômeno já acontecia e agora está saltando aos olhos”, diz Nathalia Mariel, procuradora da Procuradoria-Geral Eleitoral. “Ele afeta não só para fins de corrupção, a compra de votos em si, mas na escolha de candidatos, na possibilidade de as pessoas exercerem o seu direito de votar efetivamente de maneira livre.”
Sadi Vieira se elegeu vereador em Timbé do Sul (SC) e foi condenado por corrupção eleitoral apenas no último mês de seu mandato, em 2024. — Foto: Reprodução/GloboNews
Em territórios controlados pelo crime organizado, o eleitor que vende o voto transforma-se em refém.
No Rio de Janeiro, a gravidade da situação levou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) a tomar medidas drásticas: nas últimas eleições de 2024, o endereço de 53 locais de votação foi alterado para proteger eleitores de ameaças e coações.
Eleitores votam nas seções eleitorais da Rocinha, no Rio de Janeiro — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
📰 Fonte: g1.globo.com
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