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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Reprodução
A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) entrou no centro da disputa presidencial e levou as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-SP) a reavaliar suas estratégias. Enquanto parte da campanha à reeleição de Lula defende que o presidente mantenha distância de Alexandre de Moraes, a campanha de Flávio à Presidência pretende ampliar os ataques ao ministro no discurso e na propaganda.
No entorno de Flávio, a avaliação é que o prolongamento da crise pode favorecer eleitoralmente o candidato. Ao mesmo tempo, há preocupação de que o avanço das investigações relacionadas ao filme “Dark Horse” acabe atingindo pessoas próximas a ele. A tensão na campanha aumentou com a recondução de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal (PF), um dia depois de seu afastamento por André Mendonça.
Do lado de Lula, parte da campanha defende que o presidente marque distância de Moraes, embora aliados avaliem que o cargo de presidente limite críticas diretas ao ministro. O governo já precisou entrar institucionalmente na disputa, com um recurso da AGU contra o afastamento da cúpula da PF. Apesar das limitações apontadas por aliados, Lula subiu o tom na quarta-feira (9) e defendeu a quebra completa do sigilo das investigações do caso Master.
No entorno de Flávio, a avaliação é que, quanto mais tempo a crise permanecer no debate público, melhor para sua candidatura. A campanha pretende associar politicamente Alexandre de Moraes a Lula e manter o STF na comunicação diária e no horário eleitoral. Nos bastidores, a estratégia é resumida pela expressão “Lula é Moraes”.
A campanha também pretende reforçar o discurso de perseguição política contra Flávio no caso “Dark Horse” e em relação ao vínculo do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, que transferiu dinheiro para financiar o filme. No mesmo ato, Flávio disse ser alvo de perseguição e afirmou que tentariam uma “terceira facada” contra ele e seus aliados, em referência ao atentado contra Jair Bolsonaro em 2018 e ao 8 de janeiro.
Parte dos aliados avalia que Flávio vive um momento confortável na disputa, o que lhe daria tempo para trabalhar uma imagem mais moderada e reduzir a rejeição. Interlocutores também fazem uma avaliação positiva da entrada do marqueteiro Duda Lima na campanha.
A crise, no entanto, também preocupa a campanha de Flávio Bolsonaro. A volta de Andrei Rodrigues à direção-geral da Polícia Federal acendeu um alerta por causa das investigações relacionadas ao “Dark Horse”. Andrei retornou ao cargo após Fachin suspender as decisões de André Mendonça que determinaram seu afastamento. Antes, Flávio Dino já havia determinado sua recondução, citando o risco de prejuízo a diligências urgentes, entre elas a apuração sobre emendas parlamentares relacionadas ao filme.
📰 Fonte: g1.globo.com
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