/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/s/R/4QWm36SnilgLlWwDkYPA/shopping2.jpg)
Crise das Casas Bahia pode limitar crédito
Os pedidos de recuperação judicial da Casas Bahia e da Marabraz, anunciados no último domingo (16), são novos capítulos da crise enfrentada por parte do varejo brasileiro.
As dificuldades atingem principalmente as empresas que atendem consumidores de renda média e baixa. Pagar dívidas e gerar caixa se tornaram desafios em um cenário de juros elevados, crédito restrito, endividamento das famílias e consumo enfraquecido.
Para especialistas do mercado financeiro, a situação força o setor a passar por uma transformação estrutural, que inclui a revisão das operações, o fechamento de lojas e a definição de novas prioridades estratégicas para manter a competitividade.
Por outro lado, também há espaço para quem fez a lição de casa aproveitar a vulnerabilidade de gigantes do setor para ocupar mais espaço no mercado.
De acordo com Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, seria um erro falar em uma crise generalizada do varejo, apesar do elevado número de recuperações judiciais e de empresas com dificuldades financeiras.
A especialista vê uma espécie de "seleção empresarial", já que algumas companhias atravessam o atual cenário econômico com estruturas financeiras e operacionais mais sólidas do que outras.
Na prática, varejistas são naturalmente mais dependentes de crédito. Além de financiar estoques, operações e planos de expansão, muitas empresas do setor dependem do poder de compra dos consumidores, do acesso ao crédito e ao parcelamento.
📰 Fonte: g1.globo.com
Clique em "Comentar" acima para carregar os comentários.