Desigualdade: Brasil melhora em índices, mas concentração de renda aumenta

Desigualdade: Brasil melhora em índices, mas concentração de renda aumenta
Desigualdade: Brasil melhora em índices, mas concentração de renda aumenta

O Brasil apresentou melhora em 71% dos indicadores que puderam ser atualizados na edição de 2026 do Observatório Brasileiro das Desigualdades. Porém, o país também registrou aumento da concentração de renda e manteve disparidades estruturais relacionadas a gênero, raça, moradia e território nos períodos analisados.

O levantamento considera indicadores de diferentes áreas, como trabalho, renda, segurança alimentar, educação, saúde, meio ambiente, acesso a serviços básicos, desigualdades urbanas, segurança pública e representação institucional.

Segundo o relatório, para além do avanço em 71%, 16% dos indicadores atualizados apresentaram piora e 13% permaneceram praticamente estáveis.

Elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), no âmbito do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades e em parceria com o Ministério das Mulheres, o relatório está na quarta edição. A iniciativa acompanha anualmente a evolução das desigualdades no país a partir de um conjunto de indicadores selecionados.

O documento ressalta que os indicadores não têm necessariamente o mesmo período de referência. A atualização depende da periodicidade das pesquisas e dos registros utilizados como fonte. Por isso, os dados reunidos na edição de 2026 abrangem diferentes anos, conforme a disponibilidade de cada indicador.

Entre os principais resultados positivos está o mercado de trabalho. Em 2025, a taxa de desocupação caiu para 5,6%, enquanto o rendimento médio real de todas as fontes chegou a R$ 3.376, crescimento de 5,3% em relação ao ano anterior. A melhora também se refletiu na redução da parcela da população com renda domiciliar per capita de até um quarto e até meio salário mínimo.

A proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo passou de 25,4% em 2024 para 24,7% em 2025. Já entre aqueles com renda de até um quarto do salário mínimo, o percentual caiu de 8,2% para 7,9% no mesmo período. Apesar da redução nacional, Norte e Nordeste continuam concentrando as maiores proporções da população nessas faixas de renda.

O avanço da renda, porém, não ocorreu de maneira uniforme entre os grupos. O rendimento médio dos homens cresceu 5,8% em 2025, enquanto o das mulheres aumentou 4,8%. Com isso, a razão entre o rendimento médio das mulheres e o dos homens caiu para 72,2%, ante 73% em 2024.


📰 Fonte: cnnbrasil.com.br

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