“É muito cruel”: Ministro da Previdência rejeita nova reforma e critica aumento da idade mínima

“É muito cruel”: Ministro da Previdência rejeita nova reforma e critica aumento da idade mínima
“É muito cruel”: Ministro da Previdência rejeita nova reforma e critica aumento da idade mínima

“É muito cruel”: Ministro da Previdência rejeita nova reforma e critica aumento da idade mínima Ministro reconhece pressão causada pelo envelhecimento da população, mas rejeita elevar idade e contribuição

O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, afirmou que não considera necessária uma nova reforma das aposentadorias e pensões. Em entrevista ao JOTA nesta segunda-feira (27), ele criticou propostas de aumento da idade mínima e das contribuições dos trabalhadores.

“Não concordo que haja necessidade de uma reforma”, declarou. Embora reconheça que o envelhecimento da população aumenta a pressão sobre as contas públicas, Queiroz disse considerar injusto que o debate se concentre novamente na retirada de direitos.

Para o ministro, elevar a idade mínima seria especialmente prejudicial aos trabalhadores de baixa renda e moradores de regiões com menor expectativa de vida.

“É muito cruel para quem pega ônibus todos os dias, leva duas horas para ir ao trabalho e duas para voltar”, afirmou. Queiroz também destacou que a realidade de quem exerce atividades pesadas não pode ser comparada à dos integrantes do governo e de outros profissionais que trabalham em ambientes mais confortáveis.

Apesar da resistência a uma reforma ampla, o ministro admitiu que o sistema previdenciário deverá passar por ajustes. Segundo ele, as mudanças precisam acompanhar as transformações demográficas sem penalizar quem enfrenta condições mais difíceis.

A posição contrasta com declarações de integrantes do Ministério da Fazenda. O ministro Dario Durigan já mencionou a possibilidade de endurecer regras para militares. Outros membros da equipe econômica defenderam futuras alterações na idade mínima e revisões mais frequentes no sistema.

Queiroz comparou a divergência dentro do governo a uma partida de futebol. Segundo ele, a Fazenda atua no ataque, concentrada nos números, enquanto a Previdência fica responsável pela defesa e pela proteção social.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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