A rotina moderna costuma ser muito acelerada e exaustiva para a maioria dos indivíduos ativos. Em dias quentes ou após treinos intensos na academia, o odor corporal surge naturalmente, mas quem está cheirando mal raramente percebe o problema.
Esse fenômeno intrigante ocorre devido a um processo biológico conhecido como adaptação olfativa. O nosso sistema sensorial se acostuma rapidamente com estímulos contínuos para evitar uma sobrecarga, fazendo com que o nariz ignore aromas constantes na pele.
Por causa dessa fadiga olfativa, as pessoas ao redor notam o perfume desagradável bem antes de nós mesmos. Esse mecanismo garante que os receptores fiquem sempre livres para detectar novas ameaças ambientais ou alterações importantes no ambiente externo.
Ao contrário do que se imagina, a liberação do suor humano em si é totalmente livre de aromas. O odor desagradável surge apenas quando as diversas bactérias que habitam a nossa pele começam a se alimentar dessas secreções naturais.
Microorganismos como estafilococos e corinebactérias que prosperam nas regiões úmidas das axilas digerem proteínas e gorduras locais. Esse consumo metabólico quebra os compostos originais, transformando substâncias neutras em ácidos e compostos de enxofre com forte impacto olfativo.
Abaixo, um vídeo do canal TED-Ed no YouTube que aprofunda os pontos discutidos neste tema:
Para compreender profundamente o funcionamento desse processo corporal, precisamos diferenciar as formas de transpiração existentes. O corpo possui milhões de glândulas espalhadas na derme, mas elas apresentam funções distintas e secreções com composições químicas totalmente diferentes.
As glândulas écrinas secretam apenas água pura e sais minerais com a finalidade de resfriar a pele quente. Já as glândulas apócrinas, ativadas durante a puberdade, produzem um líquido espesso rico em gorduras que serve de alimento para micróbios das axilas.
📰 Fonte: catracalivre.com.br
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