Eleição no Peru tem nova reviravolta; diferença entre Keiko Fujimori e Roberto Sanchez é mínima

Eleição no Peru tem nova reviravolta; diferença entre Keiko Fujimori e Roberto Sanchez é mínima
Eleição no Peru tem nova reviravolta; diferença entre Keiko Fujimori e Roberto Sanchez é mínima

Com 98% das urnas apuradas, a eleição peruana segue imprevisível e marcada por tensão

A direitista Keiko Fujimori reassumiu a liderança sobre seu rival de esquerda na apuração prolongada da eleição presidencial do Peru na noite de quarta-feira (10), mas com 98% das urnas contabilizadas, a disputa ainda permanecia tão apertada que não era possível declarar um vencedor.

Impulsionada pelo forte apoio de eleitores no exterior, principalmente nos Estados Unidos e Japão, a candidata de 51 anos ficou apenas 651 votos à frente de Roberto Sanchez. Com mais de 18 milhões de votos apurados, uma diferença de poucos milésimos de ponto percentual separava os dois concorrentes às 23h (04h pelo horário de Brasília).

A eleição reflete mais uma vez a tensão entre candidatos de direita, focados em segurança, que vêm vencendo uma série de pleitos na América Latina, e rivais de esquerda. O resultado definirá o tom das relações do Peru com Washington e com diversos governos ideologicamente alinhados no continente.

Fujimori e Sanchez disputam a oportunidade de encerrar anos de instabilidade política, período em que o país teve nove presidentes em apenas uma década. Muitos eleitores esperavam que o pleito colocasse um ponto final em uma sequência de líderes presos, depostos ou afastados por impeachment.

No entanto, o resultado reforçou as profundas divisões entre a populosa costa e o sul rural, majoritariamente indígena.

A candidata conservadora já tentou alcançar a presidência três vezes sem sucesso. Ela é filha do falecido presidente Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos. Agora, busca surfar a onda de apoio a candidatos de direita que, em países como Bolívia, Chile e Equador, venceram eleições recentes com mensagens duras contra o crime.

Roberto Sanchez, 57 anos, ex-psicólogo, emergiu tardiamente na disputa, garantindo presença no segundo turno ao prometer reforma do setor minerário e ampliação de direitos para comunidades indígenas. Ele moderou seu discurso inicial de “mudança radical” e declarou à AFP que busca uma relação respeitosa com o presidente dos EUA, Donald Trump.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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