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Urna votação eleição 2024 — Foto: Thiago Gadelha/SVM
As redes sociais são uma das principais ferramentas de campanha nas eleições de 2026. Além dos próprios candidatos, usuários também reagem, comentam e compartilham opiniões sobre a disputa. Mas você sabia que isso pode ter impacto no trabalho? 🤔
A liberdade de expressão, garantida pela Constituição Federal de 1988, também se aplica às redes sociais. Mas, assim como fora do ambiente virtual, excessos podem trazer consequências, inclusive no mercado de trabalho. E as empresas estão atentas a isso.
Em regra, o funcionário não pode ser punido apenas por manifestar apoio ou oposição a determinado partido ou candidato em seu perfil pessoal. Da mesma forma, a empresa não pode proibir genericamente que empregados expressem opiniões políticas em redes pessoais.
Mas, segundo especialistas ouvidos pelo g1, a empresa pode estabelecer regras para o uso de canais institucionais e de redes profissionais vinculadas à sua imagem, além de exigir neutralidade nesses espaços.
Segundo Paula Borges, advogada especialista em direito do trabalho, o empregado tem, em regra, o direito de manifestar apoio a candidatos ou partidos em suas redes sociais pessoais, inclusive fora do horário de expediente.
A liberdade de expressão, de consciência e de convicção política permanece protegida durante o vínculo empregatício. Uma proibição ampla de manifestações políticas em perfis pessoais, quando desvinculadas da empresa, pode configurar abuso de poder e até ser interpretada como discriminação por opinião política.
Em algumas funções, como cargos de confiança, gestão ou representação institucional, podem existir restrições específicas, já que a manifestação do funcionário pode ser associada à posição da empresa.
📰 Fonte: g1.globo.com
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