
A defesa que Alexandre de Moraes entregou ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, na madrugada desta terça-feira (15), reúne 121 tópicos e um destinatário implícito em quase todos eles. O nome de André Mendonça — o ministro que relata o caso do Banco Master no tribunal — aparece 52 vezes no documento, sempre com nome e sobrenome.
A contagem resume a estratégia da peça: em vez de se limitar a responder ao que o relatório da Polícia Federal diz sobre ele, Moraes critica a conduta do colega. Ao longo do documento, Moraes acusa Mendonça de agir com "desvio de finalidade político-eleitoral" — expressão que aparece nove vezes — e de ter montado uma "farsa", palavra usada dez vezes.
Leia a seguir as principais linhas de ataque de Moraes:
O eixo formal da defesa de Moraes é a acusação de que Mendonça teria determinado a investigação contra um ministro do STF de ofício (Moraes), sem pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), sem provocação da PF (Polícia Federal) e sem autorização do plenário da Corte — as três condições que Moraes considera obrigatórias.
"Patente a nulidade da investigação contra Ministro do Supremo Tribunal Federal determinada de ofício, sem pedido da PF, sem manifestação da PGR, por autoridade incompetente", escreve.
O ofício descreve ainda que a decisão foi entregue a investigadores em papel, em reunião no gabinete, sem assinatura — prática que o relatório de inteligência citado classifica como atípica, porque impede aferir autenticidade e conteúdo definitivo.
Uma das acusações mais graves é a de suposta ocultação da Petição 15.625, um dos processos que integram os desdobramentos da investigação do caso do Banco Master no Supremo.
Moraes sustenta que Mendonça sabia do caso desde 18 de maio, quando determinou busca contra o perito João Cláudio Nabas e mencionou em decisão a existência de um arquivo chamado "Moraes.pdf".
📰 Fonte: cnnbrasil.com.br
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