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Ataque aéreo israelense atinge mesquita na Cidade de Gaza, em 28 de julho de 2026 — Foto: Dawoud Abu Alkas/Reuters
O governo Trump pretende realizar maior entrega de bombas da história dos EUA a Israel, num acordo de US$ 2,8 bilhões (R$ 14,4 bilhões) que inclui a transferência de 40 mil artefatos de quase 1 tonelada cada.
A medida, que não foi anunciada oficialmente, vem à tona em um momento de desgaste internacional de Israel, que enfrenta críticas por suas operações militares na Faixa de Gaza e no Líbano, bem como pela violência de colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia, alegadamente com o consentimento de suas forças militares.
Bombas pesadas, como as que fazem parte do acordo, causam preocupação pelo raio de destruição e o potencial de atingir populações civis, especialmente em áreas densamente habitadas, como Gaza.
Segundo os jornais "Washington Post" e "New York Times", entre outros, o governo Trump mandou o texto da proposta reservadamente para duas comissões do Congresso para aprovação informal — ainda que não tenha apoio Legislativo, a Casa Branca dispõe de mecanismos para contornar eventuais vetos para concretizar a entrega.
O acordo prevê a entrega de 20 mil bombas Mark 84 e outras 20 mil bombas BLU-117. Apesar da nomenclatura, elas são praticamente iguais: pesam aproximadamente uma tonelada curta (equivalente a 907 kg, podendo variar mais ou menos conforme a quantidade de explosivo em seu interior), têm o mesmo formato e são projetadas para ser lançadas de aeronaves.
A diferença está no composto explosivo usado e um revestimento externo para prevenir a explosão acidental em ambientes muito quentes.
Especialistas em armamentos apontam que bombas do tipo podem ser letais em um raio de 300 metros e abrir crateras de até 15 metros de profundidade.
📰 Fonte: g1.globo.com
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