
Os IPOs (ofertas públicas iniciais) de empresas do setor de energia movimentaram US$ 12,6 bilhões no primeiro semestre deste ano, no ritmo mais acelerado do século, segundo dados da Dealogic compilados pelo Financial Times.
O montante é o maior para um primeiro semestre desde a bolha da internet, em 1999, e quase triplica o volume registrado em todo o ano de 2025, quando essas ofertas somaram US$ 4,3 bilhões.
O forte interesse reflete a busca dos investidores por novas formas de exposição ao avanço da inteligência artificial.
Nesse contexto, as empresas de energia passaram a ser vistas como peças fundamentais para solucionar o principal gargalo da expansão da IA: o consumo elétrico dos data centers.
Hoje, um data center voltado à inteligência artificial consome cerca de 876 mil megawatts-hora por ano — o equivalente a toda a demanda residencial de uma cidade como Glasgow, na Escócia, com aproximadamente 650 mil habitantes.
E essa necessidade tende a crescer. Segundo a consultoria ICF, a demanda por eletricidade nos Estados Unidos deve avançar 39% na próxima década, impulsionada, em grande parte, pelo aumento da capacidade dos data centers.
Diante desse cenário, a tendência é que parte dos investidores passe a direcionar recursos não apenas para empresas de IA, mas também para companhias responsáveis pela infraestrutura que viabiliza o funcionamento dessas tecnologias.
Um dos exemplos mais recentes foi o IPO da SpaceX. Embalada pelos planos de ampliar seus investimentos em inteligência artificial, a companhia levantou mais de US$ 80 bilhões e estreou em Wall Street com valor de mercado superior a US$ 1 trilhão.
📰 Fonte: cnnbrasil.com.br
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