
Em ranking liderado por Romário (PL-RJ), Flávio Bolsonaro divide o quarto lugar com Cleitinho (Republicanos), Dorinha Seabra (União-TO) e outros dois nomes do PL, partido com mais nomes na lista e que prega contra o fim da escala 6x1.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou de registrar seu voto em 43% das deliberações nominais do Senado em 2026, segundo levantamento da Folha nos registros da Casa até 22 de junho.
O parlamentar, pré-candidato à Presidência desde dezembro, figura entre os cinco senadores com maior índice de ausência em votações que exigem posicionamento individual, enquanto sua equipe sustenta que a falta de registro de voto não equivale a inatividade parlamentar.
O ranking tem maioria de senadores do PL, partido de Flávio Bolsonaro, que é contra a PEC que decreta o fim da escala 6×1 para os trabalhadores. A proposta, aprovada na Câmara, está travada com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
O levantamento da Folha analisou 49 matérias submetidas a votação nominal no Senado entre 24 de fevereiro e 16 de junho de 2026, distribuídas em 14 sessões. Nas votações nominais, cada senador precisa registrar individualmente sua posição sobre uma proposta, o que permite rastrear com precisão quem votou, quem estava presente e não votou, e quem simplesmente não compareceu. Votações simbólicas foram excluídas do cálculo por não permitirem essa verificação individual.
O critério adotado pela Folha também excluiu do cômputo as ausências justificadas por motivos de saúde, missões oficiais, atividade política, licença-paternidade ou outros dispositivos previstos. Mesmo com esse filtro, Flávio Bolsonaro deixou de registrar voto em 43% das matérias analisadas, mais que o dobro da média dos 81 senadores, fixada em 20%. Ele ocupa o quinto lugar no ranking de ausências, empatado com Cleitinho (Republicanos-MG), Eduardo Gomes (PL-TO), Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO) e Wellington Fagundes (PL-MT), todos também com 43% de faltas.
Procurada pela Folha, a equipe do senador reagiu com uma nota em que afirma que a reportagem “distorce o funcionamento da atividade parlamentar e induz o leitor ao erro”. O argumento central é que deixar de votar um item “não significa que o senador não estivesse em atividade parlamentar”. A assessoria acrescentou que Flávio “exerce seu mandato de forma ativa e comprometida, dentro e fora do Congresso Nacional” e citou prêmios de Excelência Parlamentar recebidos em 2023, 2024 e 2025, concedidos pelo Ranking dos Políticos. A nota também afirma que o senador teve apenas uma falta em 2025 e três em 2026, sendo uma delas para um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O argumento, porém, não responde diretamente ao dado central do levantamento: Flávio Bolsonaro estava presente em diversas sessões e, ainda assim, não registrou seu voto. É o caso da votação da PEC que institui a Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional e do projeto de lei complementar que adequou o Orçamento à nova licença-paternidade.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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