Entenda megaoperação que mira esquema de roubo e furto de celulares em SP

Entenda megaoperação que mira esquema de roubo e furto de celulares em SP
Entenda megaoperação que mira esquema de roubo e furto de celulares em SP

O MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) deflagrou nesta quinta-feira (10) uma operação contra um esquema de furto, roubo e receptação de celulares. Batizada de Frankmobile, a ação ocorre após cerca de dois anos de investigação e cumpre mandados nos estados de São Paulo e Goiás. Conforme apurado pela CNN Brasil, já foram 15 pessoas presas na operação até o momento.

A Justiça autorizou sete mandados de prisão preventiva e 84 de busca e apreensão. As prisões têm como alvo pessoas apontadas pelo Ministério Público como operadores centrais da organização criminosa, responsáveis por etapas como comercialização, desbloqueio de aparelhos, receptação e emissão de documentos fiscais fraudulentos.

Também foram contabilizados 453 celulares, segundo a PM. Em dois dos locais vistoriados, foram apreendidos cerca de 10 mil celulares e peças, sendo aproximadamente 5 mil em um dos endereços e outros 5 mil no Shopping Mundo Oriental. Os materiais ainda passam por contagem.

Durante a operação, os agentes também apreenderam R$ 122,5 mil e US$ 268 em dinheiro, dois cartões bancários, três relógios e documentos. Uma conta bancária teve cerca de R$ 8 milhões bloqueados, segundo o balanço parcial.

Entre os equipamentos apreendidos estão quatro notebooks, nove tablets, cinco CPUs, um HD e um pen drive. Também foram encontradas porções de maconha e cocaína, ainda em quantidade não contabilizada.

Entre os alvos estão Hugo Araújo Cavalcante, apontado como operador do núcleo de comercialização e reprocessamento; Amine Awada, proprietário de estabelecimentos investigados pela guarda e alteração de celulares; e Henrique Paschoalino Siqueira, apontado como especialista no desbloqueio dos aparelhos, os chamados “Icloudeiros”.

Também são alvos de prisão Mohamad Abdul Hassan Rkain, proprietário da Alffa Eletrônicos; Gleice Santos de Matos, investigada por atividades relacionadas às vendas online e emissão de notas fiscais; Marcelo Lopes da Silva, conhecido como “Macumba”, proprietário da empresa Crow Mack e apontado como responsável pela emissão de notas fiscais fraudulentas; e José Carlos Nobre Modena, sócio-administrador de empresas que teria participado de negociações de lotes de aparelhos bloqueados por roubo.

Além das prisões, o Ministério Público pediu o sequestro e bloqueio de valores relacionados aos investigados. Os pedidos de constrição incluem até R$ 60 milhões para operadores apontados como centrais no esquema, R$ 95,7 milhões relacionados à Trocafone, R$ 22 milhões à Global Phone e R$ 261,7 milhões à PLL Inovação.


📰 Fonte: cnnbrasil.com.br

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